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A dor de ter uma gravidez interrompida e perder um filho ainda na barriga é imensurável. O problema é que em uma primeira gestação isso é mais comum do que se imagina. A chance de ocorrer o abortamento espontâneo é de 40%.

“O termo significa que a gravidez termina de forma espontânea antes de completar 24 semanas de gestação ou quando o feto chega a falecer dentro do útero pesando menos de 500 gramas”, explica Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra e autor do livro Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra.

Na maioria dos casos, a interrupção da gravidez de maneira espontânea acontece porque o útero ainda não está completamente preparado para receber o bebê ou porque o material genético do pai da criança acabou acionando o sistema imunológico da mulher, que passa a combater tal material. Além disso, problemas de saúde da futura mãe, como diabetes, obesidade e hipertensão, e a gravidez tardia podem causar o abortamento.

“Muita gente acha que comida japonesa, realização de exames de raio-x, fazer sexo na gravidez, comer pimenta, tomar café, levar um susto ou fazer atividade física podem causar o abortamento. Mas isso é mito”, esclarece o ginecologista e obstetra.

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A chance de ocorrer abortamento espontâneo é de 40%

Cólicas intensas e sangramento vaginal podem ser sinais de que a gravidez não está caminhando bem. Esses sintomas indicam que a mulher está tendo um abortamento instantâneo. Mas, em alguns casos, não há sintomas evidentes e a interrupção precoce da gravidez só pode ser detectada através do exame de ultrassom.

“Caso a mulher tenha algum sintoma estranho, a ordem é ir ao médico e verificar o andamento da gravidez”, afirma Domingos. “O risco maior de acontecer o abortamento é até a 12° semana de gestação. Por isso, a mulher deve ficar atenta a qualquer mudança em seu organismo durante esse período”, completa.

COMO LIDAR COM O ABORTAMENTO ESPONTÂNEO?

Por mais difícil e dolorosa que essa situação possa ser, a mulher não deve se sentir culpada. “Como as chances são grandes, a mulher não deve se sentir responsável pelo abortamento. Isso pode acontecer com qualquer gravidez”, diz o médico. “Eu peço para que, no primeiro trimestre de gestação, a mulher evite contar a notícia da gravidez para não alimentar falsas esperanças”, completa.

O médico deve ser responsável por dar o suporte psicológico para a mulher e seus familiares. Mas, em alguns casos, a grávida também pode procurar a ajuda de psicólogos. “É possível passar por essa dor e engravidar novamente. A mulher não precisa ter medo de enfrentar uma nova gestação”, conta Domingos.

Quando acontece o abortamento espontâneo, o médico deve descobrir a causa que motivou tal fatalidade. Isso é essencial para que a próxima gravidez seja saudável. A recomendação médica é que as mulheres esperem pelo menos três meses para tentar uma nova gestação, para que o útero possa se recuperar.

“A melhor maneira de evitar o abortamento é se preparar para a gravidez. A mulher deve começar a pensar nisso seis meses antes de engravidar. Ela deve fazer exames para verificar o seu estado de saúde e corrigir qualquer problema que possa interromper a gestação”, orienta o ginecologista e obstetra.

 

Fonte: Baby Cidade



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