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Apesar de não ter um nome tão conhecido, a vulvovaginite é um problema bem mais comum do que se imagina. De acordo com o ginecologista Domingos Mantelli, a doença pode surgir em mulheres de todas as idades, causada principalmente por desequilíbrio da flora vaginal, falta de higiene vaginal e até mesmo alterações hormonais, como no caso das gestantes.

Trata-se de uma inflamação ou infecção da vulva e da vagina, podendo ser chamada também de vulvite ou vaginite. “A mulher pode identificar a vulvovaginite pela coceira excessiva na região vaginal, corrimento com cheiro forte, dor ao urinar ou durante a relação sexual. Em casos mais graves pode haver um pequeno sangramento”, ressalta o especialista.

Causas da vulvovaginite

A vulvovaginite também pode ser causada por algumas bactérias , entre elas a Streptococcus, Gardnerella e Staphylococcus. Apesar de que, nestes casos, aproximadamente 50% das mulheres não apresentam sintomas que se destaquem, mas pode surgir um corrimento branco-acinzentado (com cheiro ou sem).

Os fungos podem também causar a vulvovaginite, principalmente a candidíase, que está entre as mais comuns. Nestes casos a infecção provoca a coceira vaginal e apresenta um corrimento mais espesso e esbranquiçado. É possível que seja causada também por vírus, principalmente o da herpes e o papiloma humano (HPV).

Aliás, vale destacar que outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também podem causar a vulvovaginite, entre elas a infecção por triconomíase, a clamídia e a gonorreia.

Alguns parasitas podem levar ao aparecimento do problema, entre eles os vermes mais comuns, a sarna e até mesmo os piolhos podem causar inflamação da vulva e vagina.

Não se pode esquecer também dos fatores ambientais, com destaque para:

  • a falta de higiene;
  • o uso de roupas apertadas;
  • uso de produtos de higiene íntima que contenham perfumes;
  • ou substâncias que causem alergias.

Vale lembrar ainda que a baixa de estrogênio pode ser a responsável por alguns casos de vulvovaginite, principalmente em mulheres que estão na chamada pós-menopausa ou em crianças que ainda não atingiram a puberdade.

Diagnóstico e tratamento da vulvovaginite

Os próprios sintomas já são um forte indicativo de que se trata de um caso de vulvovaginite, tornando o diagnóstico ainda mais fácil e rápido. Mas é essencial consultar um especialista.

“Após um exame clínico na paciente, é feita a coleta da secreção do corrimento, seguida de uma análise para a definição do tipo da vulvovaginite, o que permite determinar o tratamento mais adequado”, reforça Mantelli.

Os tratamentos mais comuns são medicamentosos, seja de uso tópico ou oral – ou associando os dois tipos em alguns casos. Geralmente o especialista prescreve antibióticos, pomadas ou cremes específicos, de acordo com o tipo de vulvovaginite identificada no diagnóstico.

Mas, segundo o ginecologista, o melhor mesmo é evitar que ela apareça. “Alguns cuidados com a higiene íntima, o uso de roupas mais largas e até mesmo dormir sem calcinha já ajuda a região respirar melhor e ser bem cuidada, evitando assim a proliferação de fungos e bactérias que causam esse problema”, explica.

Fonte: A Revista da Mulher 



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