Foto: A Revista da Mulher | iStock
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A Tensão Pré-Menstrual é o período que antecede a menstruação, caracterizado pelo aparecimento cólicas, inchaço, dores de cabeça, irritabilidade e choro fácil. A TPM acontece, em média, uma semana antes e desaparece após o aparecimento da menstruação.

Segundo Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, ela ocorre devido a uma oscilação hormonal e de neurotransmissores, principalmente a baixa da serotonina (responsável por regular o sono, humor, apetite, entre outros). Isso pode provocar, além dos males descritos acima, mais de 150 variações de sintomas.

“Os sintomas variam de acordo com a faixa etária, mas é muito pessoal e não dá para dizer. Tenho pacientes jovens e de mais idade com sintomas fortes, e também vejo o contrário no consultório”, explica Matelli.

Fatores que intensificam as crises

Hoje, de acordo com o especialista, 9 em cada 10 mulheres têm tensão pré-menstrual, ou seja, 90% da população feminina tem pelo menos um dos sintomas. Além de não manter um padrão etário, a tensão também pode surgir de repente ou como herança genética, caso a mãe tinha sintomas muito fortes.

Ainda segundo Mantelli, o número de mulheres atingidas pela TPM vem aumentando devido a vários fatores ambientais, como estresse. “A mulher moderna trabalha fora, toma decisões, precisa cuidar das obrigações do lar e dos filhos. Desta forma, o aumento de tantas responsabilidades é um dos culpados da tensão pré-menstrual.”

Junto a isso, os hábitos alimentares também foram alterados. “Muitas vezes a mulher se alimenta mal e não consegue praticar uma atividade física regularmente”. Segundo ele, é possível evitar que a tensão venha com tanta força. “Normalmente, os hábitos de vida interferem. Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos contribuem para amenizar esses sintomas de TPM”, sugere o médico.

Tratamento

O diagnóstico da TPM costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a sua existência. Já o tratamento, explica Mantelli, dependerá do grau de intensidade. Porém, algumas medidas podem ser tomadas para reduzir os sintomas,

Segundo o médico, o tratamento inclui as simples mudanças de hábitos de vida já citados, como:
manter uma alimentação saudável;
consumir mais alimentos que contenham substâncias como cálcio, magnésio, potássio, vitamina C e vitamina do Complexo B, que ajudam a diminuir os sintomas;
e atividade física, que aumenta os hormônios do bem-estar (as endorfinas).
Em alguns casos, tratamentos medicamentosos podem ser prescritos. Antidepressivos podem ajudar mulheres que chegam a ter a síndrome disfórica pré-menstruais (forma mais severa da TPM) ou ficam em estados depressivos e melancólicos, que necessitam de um tratamento mais específico.

 

Fonte: A Revista da Mulher 



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Dr. Domingos Mantelli | Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 107.997 | RQE 36618

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