Feito em poucos minutos durante aquela consulta rotineira ao ginecologista, o Papanicolau é o único método capaz de detectar doenças pré-cancerígenas do colo uterino.

Através desse exame, são descobertas possíveis anormalidades nas células uterinas, predispostas a desenvolver o câncer de colo de útero. A doença é causada pela infecção do Papilomavírus Humano, o HPV. Na fase inicial, o problema não apresenta sintomas visíveis para a mulher. Quanto antes descobrir, maiores são as chances de tratamento.

 

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Como é feito o exame

Mulheres com a vida sexualmente ativa devem realizar o exame anualmente para rastrear alterações nas células do colo do útero – parte inferior do útero, que se liga à vagina.

Após dois anos de resultados normais, o Ministério da Saúde recomenda que o procedimento seja realizado com o intervalo de três anos, desde que não haja troca de parceiro sexual. Segundo a ginecologista Flávia Fairbanks, é pouco comum esperar tanto tempo. “Na prática esse raciocínio é pouco usado, pois o benefício da coleta, pelos diagnósticos que faz, é tão grande que não justifica um intervalo tão longo”.

Doenças que podem ser diagnosticadas:

  • câncer de colo uterino;
  • neoplasias intraepiteliais cervicais, também considerado como diagnóstico pré-canceriano;
  • doenças sexualmente transmissíveis, como tricomoníase e gonorreia.

Doenças que podem ser prevenidas:

  • endometrite e salpingite, são doenças infecciosas que podem comprometer a fertilidade;
  • lesões pré-cancerígenas, o diagnóstico precoce evita a progressão para o câncer.

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  • O exame é realizado através de uma coleta simples, em consultório ou laboratório, por um profissional especializado. Usando uma espátula ou escovinha especial, o médico remove algumas células do colo do útero e envia para análise.

    Para realizar o procedimento, recomenda-se que a paciente não esteja menstruada e, nos dois dias anteriores ao exame, não ter relação sexual e não usar duchas ou medicamentos vaginais.

    Quatro perguntas sobre Papanicolau

    Com saúde não se brinca e, quando falamos de relações sexuais e doenças relacionadas, todo cuidado é pouco. Para esclarecer as dúvidas, conversamos com o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli. Confira!

    O que é o papanicolau?

    O Papanicolau é um exame que pode ser feito durante uma consulta comum ao ginecologista. “Ele permite, através da análise microscópica de uma amostragem de células coletadas do colo do útero, detectar células anormais pré-malignas  ou cancerosas“, afirma o Dr. Sua simplicidade não exclui sua importância, visto que é um dos exames mais eficazes quando se fala  de prevenção da saúde da mulher. Afinal, ele pode rastrear o câncer de colo do útero, que pode levar até dez anos para se desenvolver e é a segunda neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres do mundo.

    O que mais ele pode detectar?

    O tumor em fase inicial não apresenta sintomas, por isso é fundamental que a mulher realize o exame. Por isso dizemos que o Papanicolau é um exame preventivo: ele visa detectar as alterações celulares antes mesmo de os sintomas aparecerem. Além disso, a realização desse exame pode ajudar a descobrir a existência de outros males que colocam a saúde da mulher em risco e precisam ser tratados como: prevenção da saúde da mulher (Tricomoníase, Candidíase etc) e outras sexualmente transmissíveis (Sífilis, Gonorreia, Condilomatose, Clamídia etc).

     

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    Quem deve fazer o exame e com qual frequência?

    Após o início da vida sexual, todas as mulheres devem realizar o exame de Papanicolau. Os exames devem seguir até os 64 anos e podem ser interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres estão dispensadas de exames adicionais.

    Mulheres virgens podem realizar esse exame?

    Segundo o Dr. Domingos, mulheres virgens também podem realizar o exame de Papanicolau, mas apenas em situações específicas e utilizando material especial. Se o exame for feito de forma correta, não há nenhum risco ou problema para a paciente, nem mesmo em relação à ruptura do hímen.

Fonte: Alto Astral 



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