Uma alteração que acontece no fígado durante a gravidez devido à sensibilidade da mulher aos hormônios tipicamente liberados nesse período pode gerar sérios danos ao bebê. É a colestase gravídica, também chamada colestase gestacional ou obstétrica, que ocorre, em média, nas últimas 10 semanas de gestação. “Normalmente, a bile que é produzida pelo fígado, armazenada na vesícula e liberada para o intestino acaba não sendo totalmente liberada e se acumula no sangue”, explica o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.
Sintoma
Os sintomas da colestase gravídica são as coceiras pelo corpo todo, principalmente nas palmas das mãos e dos pés. O médico explica que o problema pode acontecer também em mulheres que não estão grávidas e até mesmo em homens, numa proporção bem menor. Mas a incidência maior é realmente na gravidez, especialmente em quem já desenvolveu a complicação em uma gravidez anterior ou tem um histórico familiar. “Quem já teve o problema em outra gravidez tem 60 a 80% de chance de desenvolver novamente na gestação seguinte”, diz.

Riscos para o bebê
Uma das consequências mais sérias da colestase é que ela pode aumentar em até 15% os riscos de óbito fetal intrauterino. “O bebê pode ter uma falta de oxigênio e vir a óbito ou ter sequelas neurológicas. Não se sabe exatamente a causa que leva a isso, mas geralmente está relacionado à má função da placenta por causa do problema. Por isso a importância de observar bem de perto”, diz. Outro risco é a gestante ter pedra na vesícula.

Como prevenir
De acordo com o médico, não existe uma forma de prevenção, mas sim um tratamento que ajuda a prevenir as consequências. Por isso, é importante fazer um diagnóstico precoce. “O diagnóstico geralmente é feito clinicamente e com as dosagens dos exames de sangue para ver a função hepática do fígado”, explica.

Tratamento
Uma vez detectado o problema, é possível focar nos cuidados corretos para a pele, visando aliviar as coceiras, e também notratamento para prevenir as hemorragias no pós-parto. “Quem tem colestase tem que observar a gravidez bem de perto”,reforça o especialista.
Ele diz ainda que é possível tratar a colestase durante a gestação, principalmente para ter um controle. Mas o ideal é fazer um amadurecimento pulmonar do bebê o quanto antes para, se for necessário, tirá-lo de forma prematura, evitando que alguns danos aconteçam. Nesses casos, o parto deve ser feito em torno de aproximadamente 35 semanas”, finaliza.



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