“Você é assim, um sonho pra mim…” Os versos de Velha Infância, dos Tribalistas, embalaram as duas gestações da bacharel em direito Fernanda Gasparetto, 38. “Eu ouvia e cantava para os dois. Atualmente, o repertório está maior, mas ainda costumamos ouvi-la na hora de dormir. Eles dizem que relaxa a mente”, conta a mãe de João Gabriel, 7, e Maria Rita, 6. O bem-estar que a música provoca nas crianças ainda hoje não é por acaso. De acordo com o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, professor do curso de gestantes do Instituto Mãe (SP), “inúmeros estudos comprovam que, sim, o bebê tem memória desde a vida intra-uterina, sejam conscientes e/ou inconscientes.” Algo que pode ser notado, por exemplo, quando se observa que os recém-nascidos se tranquilizam ao ouvir uma voz ou um som familiar, que estavam habituados a escutar desde antes de nascer.

O bebê lembra do que acontece na barriga: carinho é importante desde sempre! (Foto: Thinkstock)

O bebê lembra do que acontece na barriga: carinho é importante desde sempre! (Foto: Thinkstock)

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, por exemplo, testou a habilidade do recém-nascido de reconhecer a voz materna. Com aparelhos de medição de respiração e frequência cardíaca, os cientistas mostraram que as reações dos pequenos era diferente ao ouvir três tipos de música: uma canção acelerada com uma voz masculina, a mesma, em ritmo lento cantada por outra voz masculina e também uma versão interpretada pela própria mãe do bebê. Na última, claro, os pesquisadores notaram que ele não só prestava mais atenção, como ficava mais tranquilo.

O que só torna ainda mais importante que os pais interajam com o bebê ainda na barriga, tanto por meio de conversas, histórias e músicas, quanto por meio do toque. Segundo Mantelli, embora o bebê comece a ouvir por volta da 20ª semana de gestação, a primeira célula cerebral surge bem antes, na 10ª semana. “Nós temos o que se chama de memória celular (isto é, informações registradas quimicamente nas células). Mesmo sem ouvir, o bebê pode sentir a vibração da voz e de outros sons em diferentes timbes”, acredita o especialista. Por isso, a recomendação é de que essa rotina de carinho, digamos assim, seja mantida após o nascimento com o intuito de tranquilizar o bebê – como numa crise de cólica ou na hora de dormir, por exemplo. Que tal começar já?

 

Fonte: Revista Crescer



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